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Publicado em 25 de janeiro de 2026

8 min de leitura

roteirização

Índice do artigo

1) O que é "roteirização"

2) Por que isso importa para a distribuidora e para o representante

3) O básico da priorização (o "sinal de trânsito")

4) Antes de sair: checagem rápida (5 minutos)

5) Depois da visita: 3 anotações obrigatórias (1 minuto)

6) O que muda no dia do representante (exemplos reais)

7) Ferramentas: o mínimo para funcionar bem

8) Métricas fáceis de acompanhar (toda sexta-feira)

9) Erros comuns (e o antídoto)

10) Passo a passo de implantação (1 semana, sem estresse)

11) Perguntas que ajudam a vender (use durante a visita)

12) Como a roteirização se conecta com prospecção e retenção

Conclusão e próximo passo

Ferramentas de roteirização para distribuidoras do ramo pet - Barkee

Representante do distribuidor pet planejando rota de visitas no celular Fila inteligente de clientes com sinalização de risco, potencial e proximidade Mapa de rota comercial no mercado pet com visitas priorizadas Gestor analisando clientes quase inativos na distribuição pet Planejamento de visitas comerciais para reduzir deslocamento e aumentar pedidos Registro de dor, oferta e próximo passo após visita ao lojista pet Representante apresentando combo de produtos para aumentar o ticket da loja Exemplo de mix travado sendo expandido com oferta de higiene no pet shop Equipe comercial revisando métricas de visitas e pedidos da semana Processo simples de roteirização aplicado na rotina da distribuidora pet

Autor: Vinícius Espíndola

Entenda como a roteirização inteligente ajuda distribuidoras pet a vender mais com o mesmo time. Priorize clientes certos, organize suas visitas, reduza custos de deslocamento e transforme cada visita em pedido, usando critérios simples de risco, potencial e proximidade.

1) O que é "roteirização"

Roteirização é planejar o caminho do dia/semana do representante. É desenhar a sequência de visitas antes de sair para a rua, pensando em três coisas:

  • Quem precisa de atenção agora (cliente que está parando de comprar).
  • Quem tem chance maior de fazer um bom pedido (potencial).
  • Qual rota gasta menos tempo e combustível (proximidade).

Pense assim: em vez de “rodar a cidade”, você faz uma fila inteligente de visitas. Quem está na frente da fila é quem pode gerar pedido hoje.

2) Por que isso importa para a distribuidora e para o representante

  • Mais pedidos com menos corrida: você faz mais conversas certas e menos zigue-zague.
  • Sem esquecimento de clientes: quem está há 30 a 60 dias sem comprar aparece como prioridade na agenda.
  • Tempo de planejamento menor: pare de perder horas no Excel e no Google Maps.
  • Equipe mais tranquila: rota que cabe no dia e evita atrasos.

Na prática, o que costuma acontecer quando a rota é bem feita:

  • Em média, +2 visitas produtivas por dia, sem esticar a jornada.
  • 10% a 20% a menos de quilômetros por visita (economia de combustível).
  • 15% a mais em pedidos por visita (visitando o cliente certo, sua venda é mais certa).

3) O básico da priorização (o "sinal de trânsito")

Para decidir quem vem primeiro na fila, use um raciocínio simples, que qualquer pessoa entende:

  • 🔴Risco (urgente): cliente que diminuiu muito a frequência, o ticket médio ou parou de comprar itens importantes. Esse entra na rota o quanto antes.
  • 🟡Potencial (promissor): cliente com chance de crescer (loja maior, espaço para novos itens, público que paga mais).
  • 🟢Proximidade (logística): clientes perto um do outro para economizar tempo e gasolina.

Como usar: comece pelos clientes 🔴 da região; em seguida, encaixe clientes 🟡 próximos. Evite atravessar a cidade por um pedido pequeno (lembre-se: quem tem que ser mais bem atendido é sua curva A de clientes).

4) Antes de sair: checagem rápida (5 minutos)

Para cada cliente da rota do dia, responda três perguntas simples:

  • Qual é o objetivo desta visita? (reativar um quase inativo, aumentar o ticket médio, abrir uma categoria nova etc.)
  • O que vou ofertar? (tenha sempre 2 ou 3 opções adequadas ao perfil do cliente).
  • Qual próximo passo quero sair já combinado? (um pedido feito, uma data de reposição agendada, positivar produto X...).

Regra de ouro: se não há objetivo claro, essa visita não entra na rota. Visita sem objetivo vira papo de bar e não gera pedido.

5) Depois da visita: 3 anotações obrigatórias (1 minuto)

Em um aplicativo ou planilha, registre sempre três pontos sobre cada visita:

  • Dor do cliente: o que mais incomoda ele (preço? ruptura de estoque? mix parado? prazo de entrega?).
  • Oferta apresentada: o que você ofertou (um combo, uma condição de pagamento, uma reposição programada, uma exposição extra, brinde por meta).
  • Próximo passo com data: qual ação ficou combinada e para quando (pedido piloto, retorno para finalizar, data da próxima reposição, organizar vitrine etc.).

Sem esse registro, a equipe esquece o que foi combinado e perde o timing do pós-venda.

6) O que muda no dia do representante (exemplos reais)

  • Exemplo 1: Cliente quase inativo: Antes, o cliente sumia e só percebiam quando chegava a 60 dias sem comprar. Depois, o sistema marca 🔴 aos 30 a 45 dias sem compras. O representante passa lá primeiro, oferece um kit de reposição e sai com um pedido.
  • Exemplo 2: Mix travado: Antes, a loja só comprava ração e nada de higiene. Depois, na rota planejada, o representante entra com um combo de higiene simples (tapete higiênico + shampoo) e uma foto de exemplo de exposição. Resultado: ticket maior na próxima compra e categoria de higiene ativa.

7) Ferramentas: o mínimo para funcionar bem

Não precisa virar “empresa de tecnologia” para rodar uma boa roteirização:

  • Celular com WhatsApp e Google Maps.
  • Aplicativo simples (ou mesmo planilhas) para visualizar a fila de clientes (🔴/🟡/🟢) e anotar dor/oferta/próximo passo de cada um.
  • Uso do ERP: por exemplo, exportar uma planilha com clientes há 30 a 60 dias sem comprar ou que reduziram o volume de compra.

Importante: ferramentas ajudam, mas o jeito de trabalhar que faz a diferença. Tudo tem que ser simples, repetível e igual para todos. Uma plataforma inteligente como a Barkee pode automatizar a priorização e montagem dessa fila de visitas, mas mesmo com planilhas dá para começar a aplicar esse processo (o fundamental é a disciplina em segui-lo).

8) Métricas fáceis de acompanhar (toda sexta-feira)

  • Visitas por dia: quantas foram realmente produtivas (geraram pedido ou avanço claro).
  • Pedido por visita: em quantas visitas você saiu com pedido fechado.
  • Ticket médio por visita: valor médio dos pedidos por visita (para monitorar aumento de gasto por cliente).
  • Quilômetros por visita: média de distância percorrida por visita (indicador de eficiência logística).
  • Tempo de planejamento: quanto tempo a equipe gasta planejando rota por semana (meta: no máximo 1 hora/semana).
  • Quase inativos visitados: porcentagem dos clientes 🔴 visitados na semana (meta: pelo menos 50% dos identificados).

Se algum número não melhorar em 2 a 3 semanas, ajuste a fila (por exemplo, reveja os pesos de 🔴/🟡/🟢) e refine as ofertas ou abordagens nas visitas.

9) Erros comuns (e o antídoto)

  • Visitar "por costume": deixar de priorizar quem mais precisa → Antídoto: siga a fila inteligente (comece sempre pelos 🔴).
  • Olhar só a distância: priorizar só proximidade e esquecer valor/potencial → Antídoto: proximidade ajuda, mas não é tudo; equilibre com risco e potencial.
  • Sair sem próximo passo: terminar a visita sem nenhum combinado → Antídoto: sempre combine algo (nem que seja arrumar a vitrine na próxima visita).
  • Dar desconto primeiro: oferecer desconto logo de cara como solução → Antídoto: prefira agregar valor (combo de produtos, reposição programada, bonificação por desempenho) antes de pensar em baixar preço.
  • Não registrar nada: confiar na memória → Antídoto: registre imediatamente dor, oferta e próximo passo; sem isso, você perde o histórico e repete erros.
  • Rota impossível: planejar mais visitas do que o dia comporta → Antídoto: respeite o tempo médio por visita e limite diário de atendimentos para não criar atrasos em efeito dominó.

10) Passo a passo de implantação (1 semana, sem estresse)

  • Dia 1: Apresente a ideia ao time comercial (explique os sinais 🔴/🟡/🟢 e o conceito de fila inteligente).
  • Dia 2: Marque no mapa as zonas (bairros) de atuação e as janelas de atendimento de cada cliente.
  • Dia 3: Monte a fila da semana junto com o time: comece pelos quase inativos (🔴) encaixados nos dias adequados.
  • Dia 4: Vá a campo. Em cada visita, anote imediatamente dor/oferta/próximo passo antes de ligar o carro para a próxima.
  • Dia 5: Reúna o time para revisar os registros da semana; ajuste a fila da próxima semana e as ofertas conforme os aprendizados.
  • Dia 6: Faça um resumo simples: o que deu certo, o que precisa mudar na próxima semana.

Lembre-se: se começar a complicar demais, a equipe desiste.

11) Perguntas que ajudam a vender (use durante a visita)

Algumas perguntas abrem caminho para boas conversas e mostram interesse genuíno no sucesso do lojista:

  • "O que faltou na sua prateleira nas últimas 4 semanas?"
  • "Qual categoria você gostaria de vender mais, mas ainda tem receio de investir?"
  • "Você prefere receber menos volume com entregas mais frequentes para não deixar a loja parar por falta de produto?"

Essas perguntas fazem o cliente refletir e levam a soluções práticas que você pode oferecer em seguida.

12) Como a roteirização se conecta com prospecção e retenção

  • Prospecção em rota: encaixe pelo menos 1 novo lojistas por dia no caminho entre visitas confirmadas. Use o mesmo roteiro curto e ofereça um teste pequeno para começar.
  • Retenção/expansão: os clientes quase inativos (🔴) entram primeiro na fila; em cada visita, leve um mix recomendado e já saia com a próxima reposição agendada. Assim a carteira não esfria.

A lógica é sempre a mesma: fila inteligente + oferta simples + próximo passo em todas as frentes do comercial.

Conclusão e próximo passo

Roteirização não é coisa de “empresa digital”, e sim sinônimo de organização inteligente do dia para faturar mais com o mesmo time. Quando a equipe segue a fila, entra com oferta simples e sai com próximo passo combinado, a distribuidora vende mais, gasta menos e dorme tranquila (sem clientes importantes caindo no esquecimento).

Se esse conteúdo fez sentido, acompanhe nossos próximos artigos: vamos falar sobre prospecção em rota e reativação de clientes inativos. Assim você terá um processo comercial completo, do planejamento da visita até o pedido fechado.

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Vinícius Espíndola • 5 de dezembro de 2025

8 min de leitura

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Índice do artigo

1) O que é "roteirização"

2) Por que isso importa para a distribuidora e para o representante

3) O básico da priorização (o "sinal de trânsito")

4) Antes de sair: checagem rápida (5 minutos)

5) Depois da visita: 3 anotações obrigatórias (1 minuto)

6) O que muda no dia do representante (exemplos reais)

7) Ferramentas: o mínimo para funcionar bem

8) Métricas fáceis de acompanhar (toda sexta-feira)

9) Erros comuns (e o antídoto)

10) Passo a passo de implantação (1 semana, sem estresse)

11) Perguntas que ajudam a vender (use durante a visita)

12) Como a roteirização se conecta com prospecção e retenção

Conclusão e próximo passo

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